Os pacientes que procuram a CETAGO para tratamento cirúrgico geralmente já tentaram diversas abordagens clínicas sem sucesso. É fundamental que o cirurgião explique detalhadamente o procedimento, a necessidade de adaptação a novos hábitos de vida e os critérios estabelecidos por normas internacionais para garantir segurança e bons resultados.
Exames Pré-Operatórios
A avaliação pré-operatória inclui uma análise completa do histórico clínico e antecedentes do paciente, minimizando riscos e facilitando o planejamento do pós-operatório. São investigados fatores hormonais, sintomas cardiovasculares, respiratórios e digestivos, além de aspectos comportamentais como alimentação, distúrbios psicológicos, tabagismo e uso de álcool ou drogas.
Além disso, são essenciais a avaliação cardiológica e endocrinológica, podendo incluir exames complementares. Pacientes com histórico de trombose podem necessitar de avaliação vascular detalhada.
A UTI é reservada para um pequeno grupo de pacientes, como cardiopatas, superobesos e portadores de apneia grave. No geral, ao chegar ao quarto, o paciente já é incentivado a caminhar precocemente e realizar exercícios respiratórios com auxílio do Respiron.
A cirurgia videolaparoscópica proporciona menos dor pós-operatória e recuperação mais rápida. Pacientes colaborativos têm alta hospitalar precoce, geralmente entre 1 a 2 dias, caso estejam estáveis clinicamente.
O primeiro retorno ambulatorial acontece entre 4 e 6 dias após a cirurgia. A profilaxia para Trombose Venosa Profunda (TVP) é mantida por 14 dias, combinando medicação anticoagulante e uso de meia elástica de alta compressão por pelo menos 7 dias.
Outros retornos são programados para 30 dias, depois semestrais e anuais, incluindo exames laboratoriais e de imagem. O acompanhamento é vitalício e essencial para o sucesso do tratamento.
O suporte psicológico é fundamental para o sucesso do tratamento. A avaliação deve identificar:
O acompanhamento com um psicólogo não deve ser restrito ao pré-operatório. A psicoterapia contínua é recomendada para pacientes que precisam de suporte emocional diante das grandes mudanças pós-cirurgia.
O acompanhamento nutricional tem como objetivo atuar na causa da obesidade, promover reeducação alimentar e evitar deficiências nutricionais.
No Pré-Operatório
No Pós-Operatório
O acompanhamento segue um cronograma:
As orientações incluem:
A avaliação pré-operatória pode incluir provas de função pulmonar e polissonografia para pacientes com apneia grave, que podem necessitar de internação em UTI.
Pacientes com IMC acima de 50 podem ser orientados a perder peso antes da cirurgia para facilitar o procedimento e melhorar a recuperação.
Antes da Cirurgia
Após a Cirurgia
Após 30 dias, os pacientes retornam para liberação das atividades físicas, iniciando com exercícios aeróbicos e, posteriormente, musculação. O acompanhamento fisioterapêutico é ajustado conforme a necessidade de cada caso.
A perda de peso esperada após a cirurgia ocorre ao longo de 1,5 a 2 anos. O IMC pré-operatório dos pacientes geralmente varia entre 35 e 40 (com comorbidades) ou acima de 40 (sem comorbidades). Após a cirurgia, espera-se que o IMC fique entre 21 e 24, dentro da faixa considerada saudável.
Os principais inimigos da cirurgia são doces, chocolates e açúcares. O paciente pode consumir esses alimentos com moderação, seguindo orientação da equipe nutricional.
Outro fator crucial para manter os resultados é a prática de atividades físicas pelo menos 3 vezes por semana, garantindo benefícios metabólicos e estabilidade na perda de peso.
A obesidade infantil é uma doença crônica e multifatorial, combinando fatores genéticos e ambientais. Estudos mostram que 95% a 98% dos casos são causados por hábitos alimentares inadequados e sedentarismo.
A prevalência da obesidade infantil vem crescendo mundialmente, aumentando os riscos de hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e resistência à insulina.
O diagnóstico pode ser feito por:
Os valores do percentil 85 a 95 indicam sobrepeso, enquanto acima do percentil 95 indicam obesidade.
Prognóstico
A obesidade infantil é de difícil controle e tem altas taxas de recidiva. A falta de tratamento adequado pode levar a repercussões orgânicas e psicossociais graves.
Grupos de ajuda são fundamentais para entender a relação do paciente com a comida e tratar transtornos alimentares como compulsão, bulimia e anorexia. O apoio familiar é essencial, e o acompanhamento psicológico deve ser mantido a longo prazo para garantir o sucesso do tratamento.
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